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sábado, 27 de agosto de 2016

EFEITO MOZART: VERDADE OU MITO?

Dizem que ouvir Mozart facilita a nossa aprendizagem e até melhora o nosso QI. Mas será que é 100% verdade? Ou é mais um caso "de quem conta aumenta um ponto"? Acesso o vídeo abaixo e descubra ;)



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Um beijo e até mais!

quarta-feira, 11 de maio de 2016

O SOM QUE NOS RODEIA


Olá pessoas!

Está no ar mais um vídeo do canal Música & Saúde!!! Este vídeo faz parte do bloco "O som que nos rodeia" e já estamos na segunda parte. A primeira retrata sobre os diferentes sons que nos rodeiam mas que nem todos nós percebemos. Já a segunda parte trata-se dos decibéis que podem ser ou não prejudiciais a nossa saúde (e nesse caso, quando se diz saúde não está só relacionado a perda auditiva... pode estar relacionado também com dores físicas no corpo, sensação de mal estar e até morte!). Fiquem ligados pois este canal do Youtube foi criado com muito amor, carinho e conteúdo para vocês! Seguem abaixo os dois vídeos do bloco:


O som que nos rodeia - 1ª parte





O som que nos rodeia - 2ª parte:




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Um beijo e até mais!

segunda-feira, 28 de março de 2016

Dorflex - Music Experiment FUNCIONA?

Olá pessoas,

A Dorflex iniciou uma divulgação de um experimento relacionando música e dor em parceria com a  Dra Eliseth Leão e a cantora e compositora Ana Carolina. Essa campanha (que foi denominada "Music Experiment" é baseado em alguns estudos da doutora e a partir desses estudos a Ana Carolina compôs quatro músicas que promete amenizar as dores de cabeça. De acordo com essa campanha, para a música fazer efeito e potencializar os efeitos do medicamento (no caso, Dorflex), a pessoa deve ouvir as quatro faixas na ordem correta. MAS SERÁ QUE REALMENTE FUNCIONA? SE SIM, FUNCIONA PARA TODOS? O vídeo a seguir faz essa discussão:




Espero que tenham gostado

Um beijo e até mais!



quarta-feira, 16 de março de 2016

Verdade ou mito? Será que usamos só 10% do nosso cérebro?

Olá pessoas, tudo bem?

Volte e meia aparecem divulgações nas mídias afirmando que nós, seres humanos, usamos apenas 10% do nosso cérebro. Mas até que ponto isso é verdade? O vídeo a seguir explica exatamente sobre isso:





Espero que tenham gostado

Um beijo e até mais!

sexta-feira, 11 de março de 2016

Música e trauma


Olá pessoas!

Hoje apresento no meu canal relatos sobre Música e Trauma. Na musicoterapia falamos tanto dos benefícios que a música traz como tratamento que às vezes as pessoas esquecem que também pode trazer certos malefícios. Clique no vídeo para assistir:





Espero que tenham gostado, um beijo e até mais!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O som tem cor e gosto

Olá pessoas, tudo bem?

Compartilho com vocês mais um vídeo no Youtube. O tema de hoje é sinestesia.

Vocês sabem o que é sinestesia? Vamos descobrir?



Vejam também o outro vídeo que o artista sinesteta (ou sinestésico como preferirem) criou para mostram como enxerga a música



quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Como é e como funciona a musicoterapia?

Olá pessoas!

Hoje vim sanar dúvidas sobre os atendimentos de musicoterapia

- O que é musicoterapia?
- O paciente aprende música nas sessões
- O paciente tem que saber tocar alguma coisa pra fazer musicoterapia?
- Como são os atendimentos?
- Há contraindicação?

Espero que gostem :)





Para maiores informações, escrevam nos comentários que eu terei o prazer em respondê-los

terça-feira, 19 de janeiro de 2016



Olá pessoas!

Está no ar mais um vídeo do Canal Música e Saúde no YouTube. Neste vídeo eu relato um pouco sobre a história da utilização da música como ciência e como funciona o curso de musicoterapia apontando aspectos gerais e os meus pontos de vista. Espero que gostem ^^


Para acessar o vídeo, basta clicar na imagem.

Um beijo e até mais!

domingo, 28 de setembro de 2014

"Usamos apenas 10% do nosso cérebro". Mito ou verdade?

Esta animação mostra como o córtex é ativado ao ouvir uma parte de um tango. Baseia-se nos dados de ressonância magnética funcional (fMRI), extração de características musical computacional e modelagem estatística.





No vídeo podemos perceber que as luzes coloridas vão acendendo em diversas regiões do cérebro. Se juntarmos todos os pontos que acendem ao longo da escuta musical concluímos que a afirmação de que usamos apenas 10% do cérebro é mito. 


domingo, 3 de julho de 2011

A música no período gestacional

A gestação no ser humano tem duração de 9 meses, quase completando 10 meses (total de 40 semanas). A vida que é gerado na gestação inicia-se no momento em que é concebido e encerra-se durante o primeiro ano de sua vida. A orelha começa a desenvolver na 3ª  semana de gestação mas só na 21ª semana o feto começa de fato a escutar um estímulo sonoro-musical. Mas a questão é: Se o feto só escuta de fato após a 21ª semana de gestação, porque é tão importante que a mãe converse com ele ou até estimule seu bebê sonoramente?
            A resposta é simples: antes mesmo da orelha e todo o aparelho auditivo se formar, o feto percebe os sons através da vibração. O feto se encontra e se desenvolve dentro do útero onde há um líquido chamado amniótico. Esse líquido é de extrema importância para sua proteção e nutrição. Quando os sons internos de sua mãe ou externos chega, o líquido amniótico capta essas ondas sonoras formando ondas que ao encostar na pele do feto, este sente a vibração desse som, ou seja, a pele é uma extensão do ouvido durante a gestação e as vibrações sonoras excitariam o tato que é anterior a audição. Há vários estudos comprovando cientificamente a audição fetal e a importância do papel maternos referente a estes estimulos dentre elas estão:

  •      Johansson e colaboradores (1964) – usaram tons puros de alta frequencia colocados no abdômen da mãe através de microfones e gravaram a frequência cardíaca fetal em relação aos tons após a 20ª semana de gestação.
  •       Klaus e Klaus (1989) – colocaram microfones ao lado do feto dos 6 aos 7 meses revelando que os sons maternos têm um volume levemente menor do que o de uma rua movimentada de uma cidade.
  •       No trabalho de parto: um obstetra francês colocou um microfone muito pequeno dentro do útero enquanto a mâe estava no trabalho de parto (após a ruptura de membranas). Foi registrado que a intensidade do som que chegava até o bebê através do útero e observou a variedade de respostas que os bebês davam a diferentes tipos de sons (ex. Frequência cardíaca, movimentos, etc). Resultados: A maioria dos sons penetrava a parede uterina a abdominal pode-se ouvir claramente sons e níveis de vozes da sala, sons físicos internos a mãe e a “Nona sinfonia de Beethoven” sendo tocada na sala de parto.
  •       DeCasper e Fifer (1980) – (preferência pela voz materna): gestantes gravaram fitas delas conversando com os seus bebês durante as últimas semanas da gestação aos 3 dias do nasciemnto do bebê, tanto as gravações de suas mães como de outras mães foram tocadas aos recém-nascidos. Estes possuíam uma chupeta que manipulava a gravação de acordo com o ritmo de sua sucção. Resultados: os recám-nascidos tendiam a sugar a chupeta mais rápido quando a voz da gravação não era a de sua mãe, mudando o ritmo da sucção mais lentamente quando encontrava a voz da própria mãe.
  •       DeCasper (1980) – (reconhecimento e estruturas de linguagem): um experimento nos mesmos moldes do anterior foi repetido, porém agora som contos sendo lidos pela mãe. As mães gravaram dois contos, porém apenas um deles foi lido ao bebê durante as últimas semanas de gestação. Resultados: o bebê tendia a sugar a chupeta mais rapidamente quando o conto ouvido não era o mesmo que sua mãe contava para ele durante a gestação, mudando o ritmo de sucção quando começava a ouvir o conto que ele ouvia na gestação.
  •      Brazelton (1994) – preferência pela voz materna II: Logo após o nascimento um pesquisador segurava o bebê sem que esse tivesse contato visual com o pesquisador. Quando o pesquisador conversava com o bebê, este procurava a voz do pesquisador e se virava em direção a fonte sonora. O mesmo procedimento era repetido, porém agora com a mãe e o pai chamando junto com o pesquisador.
  •          Resultados: PESQUISADOR X MÃE: se viraram em direção a voz da mãe
  •                                PESQUISADOR X PAI: se viraram em direção a voz do pai
  •                               PESQUISADOR X MÃE X PAI: se viraram em direção a voz da mãe
          Mãe: primeiro lugar; pai: segundo lugar e outros: terceiro lugar.

            De acordo com essas pesquisas desenvolvidas podemos perceber que os sons que envolvem o novo ser é na maioria das vezes totalmente nítido ao chegar na percepção sensorial do feto mas essa captação sonora é muito mais do que simplesmente o feto ouvir  especialmente quando os sons são mais agudos pois quanto mais agudo for o som, mais nítido será a captação sonora para o feto (deve ser por este fator dentre vários que o bebê prefere a voz da mãe). As sonoridades captadas pelo feto através da vibração garante um melhor desenvolvimento não só físico como mental e nutricional. Um belo exemplo desses efeitos é a pesquisa feita pelo And e colaboradores (1977) que compararam níveis lactogênio placentário (H.P.L) em mulheres entre 22ª e a 41ª semana de gravidez moradoras em áreas ruidosas próximas ao aeroporto de Osaka, com moradoras de áreas mais silenciosas.  Resultados: Nas áreas de menos ruídos (abaixo de 75 dB), os níveis de HLP permaneceram dentro dos limites normais e as mulheres que residiam em áreas ruidosas esses níveis eram mais baixos, principalmente após a 30ª semana e diminuindo significamente após a 36ª semana. Os baixos níveis de lactogênio placentário foram associados ao baixo peso dos recém-nascidos, cujas mães eram moradoras das regiões mais ruidosas.

Conclusão: A música e seus componentes (sons, ritmos, ruídos, timbre, etc) está totalmente ligado no desenvolvimento do bebê desde a época em que ele era um simples embrião. Ela tem um papel muito importante nos aspectos cognitivos, mentais e até em relação aos aspectos nutricionais. De acordo com essas pesquisas científicas podemos concluir que o papel do musicoterapeuta com trabalhos em gestantes é além de garantir um melhor vínculo entre mãe e feto também garantir que seu desenvolvimento psicológico e fisiológico seja cada vez mais sadio.

Referências bibliográficas:

Apostila 1 FMU ano: 2010 - 1º semestre do curso de Musicoterapia.

sábado, 30 de abril de 2011

A paisagem sonora e o processamento auditivo

       A paisagem sonora, segundo Murray Schafer (2001), são todos os sons e ruídos que nos rodeia dia-dia na qual pode ser transformadas em música.
       Há muitos rumores de que ouvimos graças aos nossos ouvidos, porém quem é o responsável mais importante do reconhecimento destes sons e ruídos é o nosso cérebro. Portanto, é correto afirmar que  ouvimos com o cérebro. Para melhor entendimento é necessário fazer uma divisão do nosso aparelho auditivo. Ele é dividido em três partes:
       - Orelha externa: formada pelo pavilhão auricular, meato acústico externo e face externa da membrana timpânica
       - Orelha média: formada pela face interna da membrana timpânica, ossículos (martelo, bigorna e estribo), janela oval e tuba auditiva.
       - Orelha interna: labirinto, cóclea, ducto coclear (com células ciliadas), etc.
      O pavilhão auricular capta os diferentes sons, amplifica-a e passa para o meato acústico externo que, por sua vez, conduz esse som para a membrana timpânica. Ela capta os sons enviados pelo meato acústico externo e cada região de sua membrana que vibra é de uma frequência diferente do som. Após este acontecimento, a membrana timpânica transfere essas captações sonoras e manda para os ossículos (martelo, bigorna e estribo_nessa respectiva ordem). É a partir desse processo que essa captação do som se torna uma energia mecânica. Nesse trajeto, essa energia transfere-se para a janela oval (aumentando a pressão sonora) .
       Devido esta energia recebida, a janela oval vibra, gerando ondas de pressão movimentadas pela membrana basilar no líquido presente naa cóclea (perilinfa e endolinfa. O último encontra-se no ducto coclear). Uma vez que a janela oval agita o líquido coclear, a janela redonda se mexe opostamente devido à força hidráulica. Como ambas são membranas flexíveis, permitem um jogo de movimento, com o qual sem ele não seria possível a movimentação da perilinfa. Na cóclea há milhares de células ciliadas que transformam esse estímulo hidráulico em elétrico e envia ao cérebro (especificamente no córtex temporal), e assim, de acordo com as reações que aquele determinado ruído/som  e/ou música, os neurônios farão comunicações por meio de sinapses que influenciará em diversas áreas do nosso cérebro como: na parte cerebral que está o processamento de fala, motora, de memórias também, etc.

       Na musicoterapia, é a partir dos sons, dos ruídos, das músicas propriamente ditas que levará o sujeito a  se expressar, de um aforma não verbal, todos seus sentimentos, emoções referente a alguma situação vivenciada ou lembrada por uma vivência de um outro alguém. É por conta disso que o sujeito estressado diminui seu estresse, que uma pessoa que sofreu derrame volte aos poucos a voltar a falar, uma pessoa que possui alguma patologia que faz com sua sua imunidade diminua acabe aumentando, graças a uma boa parte, dessa relação que todos nós vivemos, o chamado Complexo Som x Ser humano x Som (BENENZON, 1988). Essa relação é tão profunda que faz até com que muitas pessoas que sofrem de demência (Alzheimer por exemplo) relembre de suas experiências vividas, reconhecem a letra de uma determinada música. Muitas vezes nem reconhecem seus próprios filhos mas ao ouvir uma música que fez parte de sua história, ela lembra doa detalhes mais minuciosos de suas experiências relacionadas com aquela música. Quem tem Síndrome de Williams por exemplo não tem a coordenação motora o suficiente para amarrar um sapato mas ao ouvir a Nona Sinfonia de Bettoven, já conseguem muitas vezes reproduzi-la em um piano por exemplo. Quem tem afasia perde a capacidade da linguagem (linguagem comprometida por conta do esquecimento das palavras ou do fato que desejaria contar para alguém) mas quando ouve uma música que foi muito marcante em sua vida ela consegue falar e até cantar essa música. Agora a questão é: como uma pessoa que não está com capacidade de se remeter a lembranças com a música começa a se lembrar? Como uma pessoa incapaz de amarrar um simples cadarço de seu tênis e consegue tocar Bettoven, Mozart e até Bach? Como uma pessoa que tem afasia ouvindo uma música significativa para ela, volta a pronunciar as palavras e até cantar uma música inteira? Mais adiante iremos falar sobre estes aspectos...O corpo humano é realmente algo fantástico.      

Referências bibliográficas:

Livros:

BENENZON, Rollando O. - Teoria da Musicoterapia Ano: 1988 - Editora: Summus Editorial
SCHAFER, Murray - A afinação do mundo Ano: 2001 - Editora: Fundação da Unesp.

Sites:

 http://www.projetohomemvirtual.com.br/seriejuventude/Audicao.pdf